domingo, 20 de setembro de 2009

Resenha do livro Obrigada por Fumar

Por Cibele Silva

A Argumentação é a alma do negócio

O livro Obrigado por fumar, escrito por Christopher Buckley, relata a história de uma grande empresa de Tabaco Norte Americana, tendo Nick Naylor como seu porta voz.

Nick Naylor tenta ganhar a vida convencendo as pessoas que o cigarro não faz mal a saúde, por este motivo é discriminado por diversas facções anti-fumo, no livro chamados por Nick de xiitas.

O lobista, relações públicas, da Indústria de Tabaco participa de diversos programas de televisão para tentar amenizar os problemas com a imagem da organização devido à negatividade de seus negócios quando relacionados a saúde. Embora os programas de televisão sejam caracterizados para desmascarar a Indústria, Nick Naylor sempre tem um bom argumento, sabe profissionalmente persuadir a todos e sempre sai dos programas ganhando. Assim elevando os números de fumantes no país.

Nick é subordinado de BR, gestor que quer colocar a secretária no lugar de Nick. Pela participação de um dos programas de TV, no qual Nick saiu mais uma vez ganhando, neste caso com o sentido literário. Ganhou também a confiança do chefe da industria, o Capitão, consequentemente ganhou a confiança de BR.

Trabalharam juntos, Nick conseguiu uma verba de R$ 5 milhões de doláres para uma campanha anti-tabagismo entre os adolescentes.

Também conseguiu a liberação para trabalhar a imagem do cigarro dentro de filmes, fazendo merchandising.

Tudo ocorria “de vento em polpa”, porém os "inimigos", xiitas, não concordavam com a idéia de Nick Naylor sair manipulando as pessoas. Nick sofre um sequestro. Tentaram o matar com um pouco do próprio veneno, colocaram adesivo para "prevenir" o fumo, o qual tem uma grande quantidade de nicotina, em todo o corpo do porta voz da industria. Mas o feitiço voltou contra o feiticeiro. Nick mais uma vez saiu como o mocinho, se livrou do risco e ganhou mais credibilidade com o público, uma vez que o médico mencionou que o cigarro salvou sua vida, pois ninguém aguentaria tanta nicotina no corpo se não fosse acostumado com ela.

A argumentação é um ponto muito forte na vida de Nick, ele convence a todos com o dom da argumentação - tal fator levou Nick Naylor a Vice Presidente da Academia Americana de Pesquisa sobre o Tabaco.

Mesmo sendo perseguido por Ortolan K. Finistirre, senador e pelos demais opositores, Nick não se deixava abater, usava argumentos como: "Não quero obrigar ninguém a fumar. Estou aqui apenas para divulgar os fatos científicos. É o caso de um relatório recente segundo o qual o tabaco ajuda a recompor a camada de ozônio, prejudicada pelo clorofluorcarbono".

Nick Naylor era um ótimo por voz, defendia sua profissão e o Tabaco com a verdade, a verdade dele, que convencia a muitos. Tratava seus argumentos como verdades inquestionáveis. Tinha grande domínio e firmeza do que estava falando, não restavam dúvidas ao público. O retorno de suas argumentações era sempre positivo.

O livro deixa claro que o poder de persuasão - argumentação é prescindível não somente na profissão de relações públicas, mas em qualquer ramo da comunicação. Profissionais estes que devem valorizar a verdade e a transparência da comunicação com o público. Nick Naylor defendia seus pontos de vistas, não propriamente o correto, temos que ter consciência para similar informação.

3 comentários:

Líviarbítrio. disse...

Cibele,

Obrigada pela visita e comentário no Marketing das 17h. Apesar de enfatizar o marketing, o próprio marketing traz para si todas as outras comunicações.

Acho incrível o profissional que detém esse "poder de persuasão", a firmeza na voz e, principalmente, conhecimento, muito domínio do que se fala. Fiquei curiosa para ler esse livro.

O "A Bordo" já está nos meus favoritos.
Uma boa semana,
Lívia Brito.

A Bordo disse...

Nick Naylor realmente é um exemplo de RP, adorei o filme e o livro...uma boa resenha Bele.

Beijo, Daniele
(A Bordo)

Cibele Silva disse...

Leia Lívia, vai adorar. Eu prefiro o livro. O filme não é fiel, coloca algumas partes que não existe no livro, mas o contexto é muito bom também.
Agradeço a visita, espero que realmente retorne sempre.
=]

Obrigada Dani.

Abraços,
Belle
(A Bordo)